O prêmio tem como objetivo incentivar a divulgação de experiências positivas, com destaque para a aplicação de novas tecnologias, em especial na área do saneamento ambiental, bem como esforços de empresas e entidades, escolas e universidades, pessoas e instituições públicas e privadas na busca de soluções para o setor.





O Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental, uma promoção conjunta da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/RS), Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e Braskem, homenageia um visionário da sustentabilidade.

Celebrado como um dos pioneiros do movimento ecológico brasileiro, Lutzenberger nasceu no dia 17 de dezembro de 1926, em Porto Alegre, e faleceu aos 75 anos, no dia 14 de maio de 2002.

Atuou como agrônomo, escritor, filósofo, paisagista, ecologista e ambientalista, percorrendo o mundo para lutar pela preservação planetária. Ao longo de sua trajetória recebeu inúmeras distinções importantes, como o Prêmio Nobel Alternativo, a Ordem do Ponche Verde, a Ordem de Rio Branco, a Ordem do Mérito da República Italiana, entre outras.

Uma trajetória em prol do meio ambiente:

Em 1947 ingressou no curso de agronomia da UFRGS.

Em 1971 ajudou a fundar a primeira associação ecológica do Brasil, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan).

Em 1972 tornou-se assessor da Comissão Parlamentar de Estudos da Poluição e Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Em 1973 travou uma luta notória entre a Agapan e a Borregaard, hoje Celulose Riograndense, em função da poluição do ar e das águas do Guaíba.

Em 1976 lançou o livro Manifesto Ecológico Brasileiro: o fim do futuro?, sua obra mais conhecida.

Em 1978 projetou o Parque da Doca Turística de Porto Alegre.

Em 1979 fundou a empresa Vida Produtos e Serviços em Desenvolvimento Ecológico Ltda., especializada em reciclagem de resíduos industriais.

Em 1980 lançou o livro Pesadelo Atômico, que sintetiza sua luta contra as usinas nucleares no país.

Em 1981 foi roteirista de um documentário produzido pela televisão britânica sobre a devastação da Amazônia.

Em 1983 organizou o primeiro curso de agricultura ecológica.

Em 1984 discursou no Congresso dos Estados Unidos, com transmissão da televisão brasileira para todo o país, denunciando a devastação da Amazônia.

Em 1987 deixou a chefia da Agapan e criou a Fundação Gaia, dedicada à promoção da consciência e da ética ecológica.

Em 1988 recebeu da Right Livelihood Award Foundation o prestigioso Prêmio Nobel Alternativo.

Em 1990 assumiu o Ministério do Meio Ambiente do presidente Fernando Collor de Mello.

Em 1992 participou como convidado do Instituto Goethe em um grande Simpósio Internacional sobre a questão da Ética na Política. Afastado da cena política, deu continuidade ao seu trabalho em vários projetos relacionados ao meio ambiente.

Em 2002, falece, aos 75 anos, de um ataque cardíaco.

Em 2004 foi lançada sua biografia.

Em 2005 a Prefeitura de Porto Alegre homenageia José Lutzenberger, descerrando uma placa que atribui o nome do cientista à Reserva Biológica do Lami.